2 de abril de 2014

Amor

Amor, são onze horas e não estás aqui. A vida é curta e não há tempo a perder, mas são onze e tu, Amor, nem sequer queres saber de mim. Perguntar-te-ia porque não vens, mas perder tempo com perguntas é inútil e indecente para uma miúda como eu. Entretanto, a chuva já parou e consigo, finalmente, ouvir apenas o vento a dançar com as árvores. São onze horas, Amor e nem sei de ti nem de mim.

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