25 de novembro de 2013

noite

Faz frio lá fora e o vento não pára de cantar.
Cada som que ecoa dentro de mim, lembra-me que não estamos sozinhos nesta rua
E são estas melodias, tão doces, tão amargas, que elevam, que fazem a mente voar
O vento passa no cabelo, quer arrancá-lo de mim
Quer arrancar o que ainda por ti não foi arrancado
Quer tirar-me o que de mim resta; o que de mim dá mais cor aos dias
Mas nos entretantos que vamos vivendo, e nos quases e não-quases que nos controlam,
as meias palavras morrem por entre dedos que não se querem tocar
E agora, agarra-me o cabelo e a vida, deixa-te levar. 
Hoje a noite está connosco.
E nós estamos com a noite porque somos dela também.

1 comentário:

Alice disse...

Já que não me deram um bom fado, deram-me um bom nome. E sim, as fotos estão lindíssimas. O ser humano faz coisas fabulosas...
Sim, vou perder-me aqui mais vezes, com certeza. Um beijo :)