Era uma vez uma menina cheia de vida e com o coração aberto. Essa menina gostava de espalhar a felicidade por todo o lado, gostava de partilhar as suas coisas com estranhos carenciados, gostava de entregar tudo de si aos outros.
Um dia, enquanto estava deitada na relva molhada a olhar para as nuvens, entendeu que tudo aquilo que tivera feito antes fora em vão. A felicidade espalhada nunca fora retribuída, os estranhos carenciados não mereciam nem um terço da sua dedicação e os outros... queriam apenas a sua inteligência para superarem tudo aquilo que sozinhos nunca seriam capazes.
Nesse mesmo dia aprendeu que as nuvens do céu por vezes tapavam o Deus Sol mas não impediam o calor de aquecer o seu coração frágil.
A partir daí nunca mais foi a mesma, fechou o seu coração às pessoas idiotas e começou a dar valor aos verdadeiros, aos insubstituíveis.
A menina sabe que este não foi nem será o último caso de sofrimento. Nem mais uma lágrima, prometeu.
Sinto-me incapaz de vos retribuir por tanta coisa que têm feito por mim. É impossível agradecer a quatro pessoas tão especiais e incomparaveis.
Estou eternamente grata, eternamente!
Ana Margarida Ramos,
2 comentários:
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E acho que só deixamos de sofrer quando morremos, quando tudo acaba...
O meu coração é tão ou mais amargo que o teu.
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