11 de janeiro de 2011

pedaços de mim

O chão está frio.
A chuva continua a cair e os raios de Sol começam a entrar pela janela semi-aberta.
Não sei porque continuo a escrever. As minhas palavras já não fazem sentido.
Abro a janela na possibilidade de te encontrar.
Não estás em nenhum lugar da Avenida.
Talvez tenhas ido à procura do mar... gostas tanto do mar!
Admiro a tua capacidade de sabedoria e a maneira como sonhas.
Também eu gostava de saber o que tu sabes, gostava de sonhar como tu.
Vives do sonho... Infelizmente vives do sonho.
És tão frágil e tão inocente.
Sofres com a realidade, não aguentas e refugias-te nos sonhos.
Escreves com a alma e dás vida a cada texto.
És a minha cara, o meu corpo, a minha imaginação.
Por favor não partas... não leves o meu coração.
Ana Margarida Ramos,

2 comentários:

Anónimo disse...

Se não me engano desenvolveste um heterónimo, não foi?
Se isso é verdade, olha... Os meus parabéns! Nem toda a gente é capaz de criar heterónimos!

Anónimo disse...

Está tão lindo, tão sentimental (:
As palavras sempre fazem sentido, mesmo que seja uma mistura muito confusa, para nós têm um significado.