Corre ao ar livre na Primavera. Adormece à sombra das árvores no Verão. Sorri para as folhas coloridas que vão caindo lentamente no Outono e sente o frio no teu corpo no Inverno.
Esquece-te de todos os problemas e pega na guitarra que mal sabes tocar. Canta o mais alto que puderes, e grita até ficar sem voz. Grita o teu nome, grita o nome dos teus verdadeiros amigos, grita o nome dos teus inimigos, grita o que amas, grita tudo aquilo que te apetece. Só não fiques calado a deprimir-te numa esquina qualquer. Fala com todos. Fala com para quem te quer ouvir, e para quem não te quer ouvir também. Fala contigo, reflecte em tudo aquilo que tens feito e nunca, nunca te arrependas de nada, afinal não podemos mudar o passado. Em vez disso, pensa que nada acontece por acaso e o que está feito, está feito.
Olha para o céu e pensa em tudo aquilo que existe para lá das nuvens, pensa nas milhares de vidas que já não conseguem ver o azul do céu...
Deita-te na relva molhada e brinca com o teu animal de estimação, ele não tem culpa que tenhas uma vida stressante.
Esquece-te dos livros em casa e inventa desculpas para o teu atraso na aula de Português, tira uma nota inferior à que pretendias e deixa que a stôra te apanhe com bilhetinhos, faz tudo parte da vida.
Diz mil e uma vezes que a tua vida é uma treta. Mas lembra-te que não é um dia mau que vai mudar tudo.
Lê textos, muitos textos e citações que te fazem chorar. Ouve música, de todos os tipos, a todas as horas.
Nunca esqueças que aquilo que a lagarta chama fim do mundo, nós chamamos borboleta.
E nunca te esqueças que o arco-íris é suficientemente grande para todos nós.
Ana Margarida Ramos,

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